João Pessoa, 17 de Novembro de 2018

COLUNISTAS

Mundo
03/03/2018 as 13:01min - Hildebrando E. de Brito
 A MORTE BATACLAN

O solo frenético das guitarras  

embalava os corpos inebriados dos jovens dançantes

que se contorciam em busca de amor e alegria.

De repente, no meio da noite

sequências tiros soaram como batidas secas de bateria...

Muitos se despediam da vida com gritos de pavor e dor…!

Correrias, desespero e quedas como pássaros

feridos em busca de liberdade.

Centenas olhos que antes brilhavam intensos de vida

jaziam pelo chão

como bolas de gude petrificadas.

A presença inesperada da morte

provinha de todos os lugares

e desenhava sua face cruel no chão ensaguentado.

A barbárie tinha o rosto negro do terror

abafada pelo som agudo de sirenes

que cortavam a noite como facas afiadas.

As armas da lei não foram suficientes

para evitar a tragédia

e agora pipocavam tentando silenciar assassinos em fuga.

Dezenas de corpos de inocentes eram recolhidos

diante de olhos atônitos de uma cidade violada.

Paris chora ao som da Marselhesa

por jovens que colheram a morte bataclan…!

 

(Jeff Mitchell/Getty Images)

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