A ativista Sabrina Bittencourt, da força-tarefa Somos Muitas, forneceu, nesta segunda-feira (7/1), informações ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre supostos novos crimes praticados por João de Deus. Ela já havia gravado um vídeo divulgado em sua rede social em 3 de janeiro, afirmando que o médium integrava uma quadrilha que traficava bebês e escravizava mulheres há 20 anos.

Segundo Sabrina, foram recolhidos vários relatos de mães adotivas, de países europeus, dos Estados Unidos e da Austrália. Os bebês teriam sido comprados por “20 mil e 50 mil dólares”. A venda era “intermediada por guias turísticas espirituais, ex-funcionárias e cidadãos de Abadiânia que já estão fartos de serem coniventes, de forma coagida, com a quadrilha de João de Deus”, conta a ativista.

Segundo ela, também há mulheres que são utilizadas como escravas sexuais. “Em geral, mulheres negras de baixa renda, tanto em Abadiânia quanto em Anápolis e no norte de Minas, que viviam próximas dos garimpos ilegais de João de Deus”. Sabrina afirma que, em troca de comida para suas crianças, as mulheres eram forçadas a engravidar, para que os bebês fossem vendidos no mercado negro de outros países.

Como Sabrina mora fora do país, a conversa com o Ministério Público foi feita por teleconferência. Ela não informou onde está, pois, segundo contou, está sendo alvo de ameaças. Em troca de e-mails com o MPSP, Sabrina autorizou a utilização de relatos e documentos.

Painel Político

 


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