“A única certeza da vida é a morte”, disse Néiah Lima. Não sabemos o dia nem a hora, mas a verdade máxima é que chegará o momento de partida para todos. Essa verdade não é suficiente para aplacar os anseios que todos têm em conhecer os mistérios da vida. Por que pessoas boas morrem? Por que existem tragédias? Por que existem injustiça? São questões que nos atormentam.

Quando nos deparamos com situações da vida que nos golpeiam, como esta morte abrupta do jovem cantor Gabriel Diniz que, aos 28 anos de idade, morreu em um acidente de avião na segunda (27/05), em Sergipe, na região de Porto do Mato, em Estância, a 66 km de Aracaju, a vida é reavaliada.

O músico estava a bordo de uma aeronave que caiu em um mangue, juntamente com outros tripulantes, deixando para trás familiares, amigos, muitos sonhos, inúmeras potencialidades. É, de fato, algo de se deixar paralisado. A expressão “paralisada” é da atriz Mariana Xavier, que escreveu em sua rede social, e ganhou rapidamente destaque na mídia nacional. A atriz interpretou ‘Jenifer’, música que fez grande sucesso em 2019 na voz de Gabriel.

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Esse pensamento de sabedoria sobre a certeza da morte não é novo. O livro Eclesiastes de Salomão data do período de 450 e 180 a.C e aborda vários textos com essa ideia. Ele se esmerou em entender a dinâmica da vida, como se estivesse em um observatório, com a sabedoria extraordinária conferida-lhe por Deus. E viu que muita coisa não fazia sentido, não tinha muita lógica. Todo o esforço terreno, projetos, e tudo o que se faz durante a existência pode se tornar em nada em questões de segundos, e então, fatalmente, a realidade de que o homem voltará ao pó.

O TEMPO E O ACASO

No capítulo 9, de seu livro, Salomão escreveu no verso 11 o seguinte: “Observei ainda que debaixo do sol a corrida não é dos ligeiros, a batalha não é dos fortes; o pão não é dos sábios, a riqueza não é dos prudentes, o favor não é dos inteligentes; mas todos dependem do tempo e do acaso”.

Ora, Salomão sabia que aqueles que se esforçam numa corrida e são mais rápidos, naturalmente seriam os campeões. Que os fortes prevalecem em batalhas, os sábios têm muitas riquezas da vida por saberem utilizar a inteligência corretamente, e que os que são prudentes, planejam bem, têm grandes chances de serem bem sucedidos e por fim, os inteligentes podem conquistar muitos benefícios em seus intentos. Mas por que não existe a garantia de êxito em tudo o que se faz? O que ele desejava enfatizar, está na frase que grifei na última parte do versículo “(…) mas todos dependem do tempo e do acaso”.

Parece que em momentos como esse, de luto, somos puxados pela gravidade para pisar mais firmemente com os pés no chão, pois todos dependem do tempo e do acaso. Não sabemos o que vai ocorrer daqui há 1 minuto. Foi essa mesma mensagem que o Apóstolo Tiago escreveu em sua carta pastoral: “Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. (…)” Tiago 4:14-16. O Apóstolo estava certo, a vida é uma neblina, logo passa.

Tiago escreveu em sintonia com o que Salomão expressou, na vida, nos deparamos com dois elementos cruciais que sempre, mesmo sabendo de sua existência, tem o poder de continuamente surpreender: o tempo e o acaso.

Artigo continua no link abaixo…

O HOMEM NÃO CONHECE A SUA HORA – PARTE 02  – CLIQUE AQUI

 

Por Fabio Targino

Especial para o PB Agora

 


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