João Pessoa, 13 de Novembro de 2018
Esportes
26/10/2018 as 15:18min - PB Agora
Advogado afastado do Botafogo prevê julgamento de dirigentes para novembro

O vice-presidente jurídico do Botafogo, Alexandre Cavalcanti, recebeu com muita naturalidade a decisão da terceira comissão disciplinar do STJD, que se disse incapaz para julgar os acusados na Operação Cartola.

 

Ainda não há uma data definida para um novo julgamento dos dirigentes que estão sendo acusados de manipulação de resultados no Campeonato Paraibano de Futebol 2018. “Olha, eu não acompanhei a decisão da 3ª comissão disciplinar do STJD, mas acho que foi uma medida acertada, porque entre os envolvidos há presidente de federação e presidente de tribunal de justiça, e essas pessoas têm uma espécie de fórum privilegiado, e não podem ser julgadas por uma simples comissão disciplinar.

 

Na minha opinião, o processo vai voltar às mãos do presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, que por sua vez, vai designar um relator para dar continuidade ao processo e encaminhá-lo ao pleno do STJD. Este sim tem competência para julgar um caso deste”, disse o advogado, que acredita que até o final de novembro deverá ter um outro julgamento.

 

Alexandre Cavalcanti também é acusado no processo, porque teria supostamente orientado os dirigentes do Botafogo a agir para encobrir a ação de torcedores do clube, que teriam atirado objetos dentro de campo. Tanto Alexandre como os demais acusados na Operação Cartola, também serão julgados pela Justiça Comum, aqui na Paraíba.

 

“Eu falo por mim apenas, e já inclusive pedi a minha absolvição sumária, porque não tenho nada a ver com o que estão me acusando. Sou advogado do clube e trabalho nas questões trabalhistas e desportivas da agremiação. O que ocorreu foi que fui consultado pela diretoria do clube sobre como agir para denunciar uns torcedores que tinham cometido excessos durante o jogo Botafogo x CSP, pelo Campeonato Paraibano deste ano. O que orientei fazer foi o que qualquer advogado faria. Fazer um boletim policial registrando o fato na polícia, apresentando o ou os torcedores que praticaram a agressão. E que citasse os jogadores do CSP, que na oportunidade, incitaram a violência entre os torcedores”, disse.

 

 

Redação

 


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