A linha de defesa do advogado criminalista Aécio Farias, que está à frente do caso que envolve adolescentes de classe alta de João Pessoa, cujas acusações recaem como suposto estupro praticado contra duas crianças, busca minimizar a seriedade dos fatos. Para ele, que concedeu na tarde de hoje entrevista a um programa radiofônico da capital, é imprudente tachar os envolvidos como culpados, pois o processo ainda está no nascedouro.

"Eu sou restrito a falar sobre esse processo que se encontra sob o manto do segredo de justiça, mas algumas coisas podemos sim revelar ao grande público, é que eu me habilitei no processo ontem e pude constatar e conversei com os adolescentes, e todos negam peremptoriamente a autoria desse crime. Dizem que não cometeram, que são inocentes e que até amigos de sala de aula se prontificaram a depor a seu favor nas audiências", relatou o advogado.

Nas suas considerações, Aécio Farias se reportou ao caso da Escola Base, em São Paulo, em que os proprietários foram acusados de estupro contra os alunos, tiveram a vida destruída, a escola depredada e, ao final, foi provada a inocência deles. Para ele, não se pode taxar os jovens sem conhecer o processo.

"A própria autoridade policial confessa que inexiste materialidade, que a prova técnica material não existe no processo, existem apenas os depoimentos, as declarações desses menores de oito anos de idade. Há uma linha da jurisprudência de que as declarações de menores com idade de oito anos não devem ser tidas como válidas apenas e tão somente para apurar um decreto condenatório"

Aécio Farias vai mais além, e, segundo ele  houve excesso na apreensão dos acusados. “Eu acredito que foi extremamente prematura as apreensões, por isso esperamos que a justiça possa rever esse posicionamento e devolva a liberdade a esses rapazes que nenhum mal fez ou fazem a sociedade", asseverou.

Pais exigem que Geo adote medidas de segurança ou ingressarão com ação coletiva contra a escola

Pais de alunos do colégio GEO Tambaú entregaram um documento à direção da escola onde pedem uma série de providências para garantir a segurança dos filhos que estudam no colégio e, caso não sejam atendidos, irão acionar o Ministério Público, por meio da Procuradoria da Infância e da Juventude, para o ingresso de uma ação coletiva contra a escola.

Entre as exigências está a construção de banheiros na unidade educacional para cada faixa etária de idade, além da presença de uma zeladora para supervisionar, em tempo integral, cada banheiro.

Eles também cobram a instalação de câmaras de vídeo em todos os corredores da unidade.  Rondas escolares, realizadas por funcionários do colégio, a cada uma hora, abarcando todo o prédio da unidade educacional.

Eles também pedem a criação de uma campanha de prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, por meio de palestras e cartilhas que orientem de forma didática sobre o tema. Os pais deram um prazo de 30 dias para que o GEO Tambaú atenda as exigências.

 

PB Agora

 

 


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