João Pessoa, 18 de December de 2017
Política
11/01/2017 as 10:50min - PB Agora
Planalto busca nome do PMDB para assumir Secretaria da Juventude

 Com  a exoneração do secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, nesta terça (10), o Palácio do Planalto passou a buscar um novo nome para ocupar o cargo e, segundo apurou o G1, o objetivo do governo é encontrar o substituto entre os quadros do PMDB (veja mais abaixo quem são os cotados).


Bruno Júlio, que é do partido, deixou o comando da secretaria após dizer na semana passada, em meio à crise no sistema carcerário do país, que "tinha era que matar mais" e "tinha que fazer uma chacina por semana", ao se referir às mortes de cerca de 100 presidiários após rebeliões em penitenciárias nos estados de Amazonas e de Roraima. A declaração foi dada à coluna do jornalista Ilimar Franco, de "O Globo".


Ainda não há confirmação oficial, mas, segundo assessores do Palácio do Planalto, o governo poderá anunciar o nome do novo secretário ainda nesta quarta (11).
Entre os cotados, dizem assessores de Temer, estão: Francisco de Assis Costa Filho, presidente nacional da Juventude do PMDB; Felipe Piló, do Núcleo Jovem do PMDB-MG; Bruno Gabriel, do Núcleo Jovem do PMDB-SP; e Roberta Pires Ferreira, secretária-adjunta nacional de Juventude, do PMDB-BA.


Embora o PSC negue oficialmente estar interessado no cargo, o G1 apurou no Palácio do Planalto que o partido tem pleiteado a vaga deixada por Bruno Júlio. A legenda, dizem assessores do governo, tenta emplacar no posto o presidente nacional da Juventude da sigla, Samuel de Oliveira.


A queda de Bruno Júlio

Embora a exoneração de Bruno Júlio só tenha sido publicada nesta terça, o secretário de Juventude já havia pedido demissão na última sexta (6).
A saída dele do cargo ocorreu poucas horas após ele afirmar à coluna do jornalista Ilimar Franco que "tinha era que matar mais", após ser questionado sobre os massacres em presídios de Amazonas, onde mais de 60 presos foram mortos, e de Roraima, onde mais de 30 foram mortos.

A declaração do então secretário gerou um desgaste para ele e para o Palácio do Planalto porque, naquele mesmo dia, pela manhã, o governo havia convocado a imprensa para anunciar os detalhes do Plano Nacional de Segurança, com o objetivo de combater a criminalidade nos presídios.
O plano foi apresentado como uma resposta às rebeliões e mortes nas penitenciárias.

G1.com.br

Compartilhe