João Pessoa, 21 de Maio de 2019
Política
09/05/2019 as 18:00min - PB Agora
EXCLUSIVO: procuradoria desarquiva denúncia e deputado deve responder por crime de homicídio e lesão corporal

O deputado estadual de primeiro mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba, Anderson Monteiro, do PSC, deve responder pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar) e lesão corporal ocorrido no ano de 2010, após supostamente atropelar e matar a agricultora Adjailma Fernandes do Nascimento e deixar ferido o marido dela, Josivan Enidito Lúcio.

A decisão é do procurador de Justiça Francisco Sagres Macêdo Vieira em atendimento à solicitação realizada pelo empresário Ônio Emmanuel Lyra que requisitou, junto ao Ministério Público, o desarquivamento do processo sobre o caso.

No documento, a procuradoria remete à sentença do juiz de direito Eronildo José Pereira, datada de 02 de setembro de 2013, que aponta o hoje deputado Anderson Monteiro como o responsável pela morte da agricultora por dirigir em alta velocidade na pista de rolamento

“...Ficou devidamente comprovado, tanto pela prova documental, quanto pela prova testemunhal que o réu (o agricultor) não foi o verdadeiro culpado pela morte da vítima e sim o motorista do veículo quando trafegava na pista de rolamento em alta velocidade, não dando tempo ao réu atravessá-la, não lhe dando a menor condição de desvio”, diz a sentença publicada à época.

A procuradoria alega que, pelos autos citados, o arquivamento do processo, nessas circunstâncias, não foi a medida mais acertada, visto que, conforme a decisão exarada, houve prova contra o motorista (Anderson Monteiro) tanto documental quanto testemunhal que responsabiliza o parlamentar no caso do homicídio.

Agora, como o recurso da defesa do parlamentar não foi conhecido, e como a procuradoria não homologou o arquivamento, o parlamentar  deverá responder pelos crimes de que é acusado – homicídios e lesão corporal.

VEJA O DOCUMENTO AQUI 

ENTENDA

O crime aconteceu em outubro de 2010 e, uma das únicas movimentações dadas ao processo havia sido feita pelo juiz da comarca de Alagoa Nova, Eronildo José Pereira, em 2013, que reconheceu, por sentença judicial, a culpa exclusiva do ex-prefeito de Esperança, Anderson Monteiro.

Na decisão ainda havia sido julgado improcedente a denúncia que tentava incriminar o condutor da moto, Josivan Enedino Lúcio, como causador do acidente, que vitimou a própria esposa, Adjailma Fernandes do Nascimento, nas imediações da BR 104, próximo ao sítio Riacho Fundo, no município de Esperança.

Conforme os autos, o marido da vítima fatal estava em uma moto, com a esposa, quando foi atingido bruscamente pelo carro dirigido pelo ex-prefeito da cidade de Esperança, que trafegava em alta velocidade na via.

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EM TEMPO

Nas redes sociais, o deputado Anderson Monteiro se manifestou sobre o caso, confirmou o acidente, e mais uma vez disse que não teve como desviar da motocicleta que atravessara a pista naquele fatídico dia. 

"Ontem fui surpreendido com uma notícia em alguns portais “jornalísticos” da Paraíba contando que o Ministério Público poderia desarquivar um processo de um acidente de trânsito que ocorreu comigo. Em 2010, eu dirigia normalmente na BR-230 e uma moto, de repente, atravessou a pista e não tive como evitar o acidente. Uma mulher que estava na moto, infelizmente, acabou falecendo e em respeito a dor das pessoas envolvidas nunca gostei de comentar o caso. Mas agora sou uma pessoa pública, ocupo um cargo público, não vou me calar diante das injustas acusações e a tenho obrigação de reestabelecer a verdade. O processo foi devidamente arquivado, nunca fui parte, apenas testemunha de uma tragédia, e assim será sempre. Não vou usar um trágico acidente como peça de um jogo político, nunca descerei a este nível. Estou tranquilo em responder as autoridades responsáveis sobre o acidente e falar tão somente a verdade.", postou. 

A sentença, no entanto, aponta que o motorista, no caso Anderson Monteiro, foi o responsável pelo acidente.

VEJA 

CLIQUE AQUI E VEJA O PRONUNCIAMENTO DO PARLAMENTAR SOBRE O CASO 

PB Agora

 


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