João Pessoa, 14 de December de 2017
Saúde
18/04/2017 as 05:45min - PB Agora
JP apresenta maior índice de excesso de peso do NE

 João Pessoa apresentou o maior índice de prevalência de excesso de peso da região Nordeste e o terceiro maior do Brasil, em 2016, segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. No ranking regional, a capital paraibana empatou com Natal, ambas apresentaram o percentual de 56,6%, ou seja, mais da metade da população pessoense possui excesso de peso. Logo em seguida está Fortaleza (56,5%) e Aracaju (55,7%). Em nível nacional, João Pessoa ficou atrás apenas de Rio Branco (60,6%) e Campo Grande (58%).

Em todo o Brasil, os casos de excesso de peso cresceram 26,3% nos últimos dez anos, passando de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. A pesquisa também revelou que o número de obesos cresceu 60% nos últimos dez anos no país. Enquanto o percentual de brasileiros com a doença em 2006 era de 11,8%, em 2016 ele passou para 18,9%.

Em João Pessoa, o índice de obesos ficou acima da média nacional, atingindo 21,7% da população. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade colabora para a maior prevalência de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. O índice de prevalência do diagnóstico de diabetes para a capital paraibana foi de 7,2%. Esse foi o terceiro menor resultado entre as capitais da região Nordeste, deixando João Pessoa atrás apenas de Teresina (6,8%) e São Luiz (6,8%). A capital com o maior índice do Nordeste foi Natal, com 10,1%.

O estudo também indicou que a hipertensão arterial atinge 25% da população adulta do Brasil. João Pessoa é a 5º cidade do Nordeste com a maior prevalência da doença, com 25,6%. A capital do Nordeste com o maior número de incidência da doença foi Recife, com 28,4%, logo em seguida está Salvador (27,4%) e Natal (26,9%).

Por outro lado, a notícia boa é que o brasileiro passou a ter hábitos mais saudáveis, como o consumo de refrigerante ou suco artificial, por exemplo, que diminuiu nos últimos nove anos. Enquanto em 2007, 30,9% dos brasileiros faziam uso desses produtos, em 2016 esse percentual caiu para 16,5%.
As atividades físicas também passaram a fazer parte do cotidiano de parte da população do país. Em 2009, 30,3% da população fazia pelo menos 150 minutos de atividades físicas por semana, enquanto em 2016 passou para 37,6%.


Redação com Vigitel

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