João Pessoa, 20 de Maio de 2019

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Política
11/02/2019 as 11:25min - Wellington Farias
A intenção não importa. O que interessa é: houve mesmo corrupção ?!

A partir das recentes ações da Operação Calvário, que investiga suposta organização criminosa formada na Cruz Vermelha Gaucha, com atuação na Paraíba, começa a circular nas rodas políticas da simpatia do Palácio a justificativa de que tudo isso teria como finalidade destruir a boa imagem que o ex-governador Ricardo Coutinho teria construido, de bom gestor e político de muita habilidade.

Nem tanto, mestre, nem tanto! Mesmo porque as investigações datam de muito antes do governo Ricardo Coutinho acabar. Já estavam em curso faz tempo e, portanto, este argumento não se sustenta muito bem.

É possível que a intensificação (esta,sim) do noticiário a respeito, das ações da operação, a divulgação dos áudios devastadores, seja resultado de um redimensionamento de fatos para causar estragos na imagem do ex-governador. E, claro, com este objetivo de levantar suspeitas sobre a idoneidade do governo passado. Mas apenas possível...

De qualquer forma, no entanto, seja esta intenção ou não, a artilharia está atirando com pólvora da boa, de altíssimo teor inflamável, de primeira... Vide os áudios bombásticos que reportam uma conversa sigilosa envolvendo o secretário Waldson de Souza (Planejamento do atual Governo) e o procurador-geral do Estado Gilberto Carneiro. Sapecado há cerca de quatro dias, os petardos continuam fazendo estragos.

E mais: a intenção é menos relevante do que os fatos. Portanto, pouco importa a motivação da divulgação dos áudios, por exemplo. O que mais interessa à sociedade da Paraíba é se ali havia de fato uma tramóia nociva ao interesse público; se houve desdobramentos; se os gestores estavam mesmo envolvidos em alguma lambança e se esta foi levada a efeito. E o que é mais importante: que estragos isso tudo poderá ter causado ao erário e beneficiado os agentes públicos.

O resto é mi-mi-mi

Wellington Farias

 


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