À tarde, após ser obrigado a comparecer, o ministro da pasta, Abraham Weintraub, irá ao plenário da Câmara dos Deputados prestar esclarecimentos, enquanto o governo enfrenta manifestações de estudantes nas principais cidades de 26 estados e no Distrito Federal. Questionado se o governo precisa explicar melhor o assunto, Mourão respondeu "precisa".

"Precisa. Como eu acabei de explicar para vocês aqui agora. Acho que se o ministro souber explicar direitinho, acho que entenderam o que quis transmitir aqui, né, as coisas como vêm acontecendo. Então, nós temos falhado na nossa comunicação. E agora é uma oportunidade lá dentro do Congresso que o ministro vai ter para explicar isso tudo", afirmou.

O vice-presidente disse que as manifestações são normais e fazem parte da democracia.

"A manifestação faz parte do sistema democrático desde que seja pacífica, ordeira e não limite o direito de ir e vir das outras pessoas, é uma forma que aqueles que se sentem inconformados têm de apresentar o seu protesto. Então, normal", falou.

Mourão então defendeu que não há corte no MEC, mas contingenciamento de recursos, que podem ainda ser pagos ao ministério. Ele disse que dos R$ 32 bilhões inscritos como restos a pagar, R$ 7 bilhões foram pagos neste ano.

"Mais uma vez, nós vamos dizer: o que existe não é corte, é contingenciamento, que ocorreram ao longo de todos os governos. Aliás, a única exceção foi o ano passado, quando o presidente [Michel] Temer liberou o orçamento em fevereiro", explicou.

Até amanhã, Mourão é o presidente em exercício, porque Jair Bolsonaro (PSL) está em viagem a Dallas, nos Estados Unidos. A volta de Bolsonaro a Brasília está prevista para sexta (17) de manhã.

Ao mesmo tempo, Mourão segue para a China amanhã. Ele manterá reuniões com o presidente e vice-presidente chineses, Xi Jinping e Wang Qishan, respectivamente, além de encontros com empresários e autoridades da economia do país. Ele ainda fará escalas no Líbano, onde se encontrará com o presidente Michel Aoun, e na Itália.

 

UOL Brasil 

 


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