Há pouco menos de dois meses centenas de construtores, corretores de imóveis e representantes de empresas imobiliárias participaram de ato público na capital em protesto contra a Caixa Econômica Federal, pela suspensão de recursos financeiros para o Programa Social Minha Casa Minha Vida. Chegado o mês de abril o setor já começa a mostrar os danos dos cortes nos recursos federais, onde segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), José William Montenegro mais de três mil trabalhadores do setor da construção civil já foram demitidos na Paraíba.

 

Além das demissões o levantamento da Sinduscon-JP apontou que na Paraíba 1,5 mil unidades habitacionais estão com as obras paradas na capital, desde o início do ano. O motivo é o atraso no repasse dos recursos do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal. “Caso o dinheiro não seja liberado, mais quatro mil trabalhadores podem perder o emprego, com a paralisação de mais duas mil unidades”, disse José William Montenegro.

 

Em dados apresentados a Câmara Brasileira da Indústria a Construção (Cbic) informou que as empresas contratadas para executar o “Minha Casa, Minha Vida” estão enfrentando atraso. Desde 2009, o programa contratou mais de 5,5 milhões de unidades habitacionais em todo o país, das quais, 134,2 mil foram na Paraíba.

 

 

Redação

 


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