Relatório preliminar que investiga a queda do Boeing 737 Max 8 na Etiópia indica que os pilotos da Ethiopian Airlines seguiram repetidamente todos os protocolos para controlar a aeronave e que uma falha no software do sistema de controle automático de voo pode ter causado a tragédia. O acidente deixou 157 mortos.

A falha no software fez com que o procedimento de parada fosse ativado, informou nesta quinta-feira (4), em Adis Abeba, a ministra dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges.

Logo depois da divulgação do relatório, Ethiopian Airlines divulgou uma comunicado em que ressaltou que os seus pilotos seguiram todas recomendações da fabricante americana.

“Todos nós da Ethiopian Airlines ainda estamos passando por luto profundo pela perda de nossos entes queridos. Enquanto isso, estamos muito orgulhosos porque os nossos pilotos cumpriram todos os procedimentos de emergência", afirmou o presidente da empresa, Tewolde GebreMariam.

O Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines, que ia da capital da Etiópia, Adis Abeba, para Nairobi, no Quênia, caiu logo depois de decolar no dia 10 de março com 157 pessoas a bordo. Ninguém sobreviveu. A aeronave caiu perto da cidade de Bishoftu, 62 km a sudeste de Adis Abeba.

Esta foi a segunda tragédia com um 737 MAX em menos de cinco meses. Em outubro de 2018, uma aeronave da Lion Air caiu na Indonésia com 189 pessoas a bordo. Após este acidente, a Boeing divulgou uma circular recordando as diretrizes de emergência para desativar um sistema de estabilização desenvolvido especialmente para os aviões MAX.

Após a queda do avião na Etiópia, vários países tomaram medidas restritivas contra a utilização desse modelo. Pressionada, a Boeing solicitou que a Autoridade Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) recomendasse ao mundo inteiro a interrupção dos voos com o 737 MAX – e não apenas aos EUA. A autorização de voo deste modelo foi então suspensa em todo o mundo.

G1

 


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