João Pessoa, 18 de Janeiro de 2019
Paraíba
07/06/2009 as 09:20min - PB Agora
Píer de Tambaú será demolido em 10 dias

Píer de Tambaú vai ser demolido dentro de 10 dias

A estrutura construída em 1994 para abrigar pequenas embarcações, mas que acabou se transformando em ponto turístico da Capital, será demolida no prazo de dez dias, após interdição de um ano e sete meses. O píer que separa as praias de Tambaú e Manaíra desabou parcialmente em dezembro do ano passado e, mesmo interditado, oferecia riscos à população.


Segundo o engenheiro responsável pela obra, Givanilson Santos Costa, da Bracen Engenharia, o contrato com a empresa já está assinado, mas as chuvas comprometeram o início da obra: “Estamos concluindo os últimos estudos para a retirada do píer e se tudo correr bem, iniciamos a obra em 10 dias”, explicou.
A demolição do píer, orçada em R$ 60 mil, foi licitada no começo de 2009, mas a mudança de governo atrasou o início da obra. “Aguardávamos apenas a ordem de serviço para iniciar. Já que foi liberada, pretendemos começar o quanto antes, respeitando a maré e o tempo, fatores preponderantes na demolição”, disse o engenheiro.


Segundo o superintendente da Suplan (Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado), Gilson Frade, ainda não há um projeto específico para a construção de um novo píer na praia de Tambaú. “Não sei se há interesse por parte do Estado ou até mesmo da prefeitura de refazer o píer. Até agora, a única obra concreta por parte a Suplan é a demolição da estrutura que restou”, disse.
Píer de Tambaú


Interditado em 1º de novembro de 2007, o píer passaria por reparos e manutenção em sua infraestrutura, considerando a parte elétrica, colunas de sustentação e corrimãos.

No entanto, em dezembro do ano passado, duas partes do início da estrutura se romperam, impedindo definitivamente o acesso ao píer. Ainda assim, crianças costumavam brincar no local que oferece riscos de novos desabamentos.
A área, como explica Gilson Frade, requer manutenção constante, dado o alto nível de erosão. “Nunca houve preocupação na conservação daquele local. A solução imediata é a demolição, para evitar que alguém se machuque ou ocorra uma tragédia ainda maior”, concluiu.
 

 

Jornal O Norte

Compartilhe