João Pessoa, 21 de Fevereiro de 2019
Paraíba
02/07/2011 as 14:09min - PB Agora
Conceição sedia encerramento das atividades da 7ª edição do ViAção PB

 

 

A edição 2011 do Projeto ViAção Paraíba Fronteiras 2011 será encerrada com atividades em três municípios a partir desta terça-feira (5) até quinta (7). A cidade de Conceição, no Sertão paraibano, vai sediar o evento, mas os moradores de Ibiara (PB) e Mauriti (CE), também vão poder conferir a Mostra de Filmes Curtametragem durante as três noites.

 

A formação crítica nas linguagens de cinema e vídeo, a discussão sobre migração e o surgimento de novos realizadores são os principais objetivos do ViAção Paraíba, que é composto pelo minicurso ‘Aprendendo a Ler Imagens em Movimento’, ministrado por Torquato Joel, e pela mostra de filmes nordestinos, seguida de debate. Desde 2006, o projeto já passou por 18 cidades do interior da Paraíba, envolvendo mais de 500 jovens nas oficinas, que repassam noções gerais das linguagens de cinema e vídeo.

 

Esta 7ª edição está sendo realizada em municípios que fazem divisa com outros estados. Em maio, as ações foram até Umbuzeiro, no Cariri paraibano, que faz divisa com Pernambuco, e em junho, o projeto esteve em Picuí, no Curimataú, fronteira com Rio Grande do Norte. Agora será a vez da cidade de Conceição, vizinho ao Estado do Ceará.

 

As aulas do minicurso vão ser ministradas no Instituto João Siqueira de Figueiredo, em Conceição, e as inscrições estão abertas na Secretaria Municipal de Educação ou pelo e-mail [email protected] Já a mostra de filmes, que tem entrada aberta ao público, será realizada a partir das 20h. Na terça-feira (5) acontece no Clube Cesar Ramalho, na cidade de Ibiara (PB); na quarta (6), no Centro Social Urbano (CSU), em Mauriti (CE), e na quinta-feira (7) no Teatro e Cine São João, em Conceição (PB).

 

Serão exibidos os filmes ‘Passadouro’ (PB) e ‘Coxixola Existe, é Aqui!’ (PB), ambos dirigidos por Torquato Joel; ‘A Canga’ (PB), de Marcus Vilar; ‘Tempo de Ira’ (PB), de Marcélia Cartaxo e Gisela Melo; ‘O Som do Tempo’ (PE), de Petrus Cariri, e ‘Lá Traz da Serra’ (PB), direção de Paulo Roberto. Após a exibição haverá debate sobre o problema migratório dos municípios.

 


Para o secretário de Educação e Cultura da cidade de Mauriti (CE), Evanildo Simão, é grande a satisfação em receber a mostra de filmes do ViAção Paraíba. “O carirri cearense tem uma relação profunda com o Vale do Piancó Paraíba. Estamos organizando as escolas, os grêmios e as associações rurais para participarem do evento. Temos consciência que essa ação vem na perspectiva de ampliar a participação da comunidade mauritiense junto às produções audiovisuais nordestinas”, observou.

 

O ViAção Paraíba tem patrocínio do Programa BNB de Cultura – Edição 2011 – com parceria do BNDES, e realização da UFPB, através da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários e Coordenação de Extensão Cultural (Prac-Coex), com apoio das prefeituras. A coordenação geral é do cineasta paraibano Torquato Joel e Francisco José Rodrigues (Dudé) é responsável pela coordenação administrativa. As atividades têm ainda Daniel Theodósio Amaral como monitor e Kennel Rógis Paulino, estagiário.

 

Daniel, que já participou do ViAção nas cidades de Umbuzeiro e Picuí, disse que vê no projeto uma grande iniciativa de democratizar o conhecimento, de dar oportunidade a quem nunca imaginou trabalhar com a área cinematográfica. “O ViAção não só desperta, como mantém contato com os alunos que participam e se interessam pela área. Já realizei alguns projetos e gravações de vídeos para disciplinas da universidade, participei de alguns cursos na área (roteiro e câmera), mas o mais transformador foi o tempo em que pude ter a vivência com o ViAção PB, a oportunidade não só de construção pessoal, mas uma construção cinematográfica totalmente coletiva”, observou.

 

Para ele, o audiovisual chama atenção como uma arte que se expressa, através do vídeo, sentimentos e ideias. “O cineasta tem a oportunidade de expor ao mundo o seu mundo, as suas vivências, seus gostos, seus modos. Nesse sentido vejo o audiovisual como uma ferramenta de mudança e de crítica às coisas que contrariam a sociedade”.

Assessoria

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