Por pbagora.com.br

Caso Gulliver marcou trajetória política do poeta Ronaldo Cunha Lima. Relembre o episódio

Um dos episódios que marcaria o resto da vida de Ronaldo Cunha Lima também foi repercutido nacionalmente. Na época, ele era governador da Paraíba, quando tentou matar a tiros o ex-governador do mesmo estado, Tarcísio Burity. Foram três disparos contra o seu antecessor, feitos no Restaurante Gulliver, no dia 5 de novembro de 1993. Na época, Ronaldo Cunha Lima era o governador da Paraíba. Ao se dirigir ao restaurante Gulliver, em Tambaú, a intenção dele era se vingar publicamente do antecessor e depois cometer suicídio. Os tiros foram disparados em reação às supostas críticas que Burity teria feito ao filho de Ronaldo – Cássio Cunha Lima, então superintendente da Sudene. Isso teria sido feito em uma entrevista, concedida ao vivo minutos antes, em uma emissora de TV da capital.
 
 

Burity sobreviveu aos tiros, embora tenha ficado alguns dias em coma. O episódio e o ferimento causaram-lhe outros problemas de saúde e, dez anos depois do crime, no dia 8 de julho de 2003, ele morreu de falência múltipla de órgãos. Em sua defesa, Ronaldo Cunha Lima alegou que Burity o ameaçava e que não premeditou o crime. Antes de morrer, Burity perdoou Ronaldo.
 
 

Em 31 de outubro de 2007, em uma quarta-feira, Ronaldo Cunha Lima renunciou ao cargo de deputado federal. Ele seria julgado pelo Supremo Tribunal Federal na segunda-feira seguinte, 5 de novembro. Com a atitude de abrir mão da função, ele perdeu o foro privilegiado (pelo qual deputados só podem ser julgados pelo Supremo), e o julgamento passou para a Justiça Comum. A postura do ex-governador provocou duras críticas do relator do caso, ministro Joaquim Barbosa.
 
 

A carta de renúncia foi entregue ao deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), que presidia a sessão plenária. Nela, Cunha Lima justificava: “renuncio ao mandato de deputado federal, representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue, sem prerrogativa de foro como um igual que sempre fui”.
 

 

JORNAL DA PARAÍBA

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