João Pessoa, 20 de Maio de 2019
Saúde
11/03/2019 as 12:00min - PB Agora
Em CG: população sofre com a falta de estrutura nos PSF’s da cidade

Com uma interdição pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO) da Paraíba, devido à falta de estrutura para os funcionamentos Programa Saúde da Família (PSF), os moradores do distrito de Catolé de Zé Ferreira, em Campina Grande, estão sem atendimento odontológico. Questionada sobre a interdição da sala pelo CRO a Prefeitura Municipal não falou sobre o assunto.

 

Questionada sobre o assunto a dona de casa, Josilene Félix, falou que está esperando consulta desde o ano passado, mas não é dada previsão para retomada dos atendimentos. Ela explicou que o lugar está deteriorado. “Não tem dentista desde outubro do ano passado, o teto é caindo que ninguém vem. O prefeito, como bom entendedor, era para gastar com saúde e educação, mas gasta com Parque do Povo, aí eu pergunto e o posto de saúde que a gente precisa. Aqui a estrutura está só o projeto de Jesus”, declarou.

Na justificativa da interdição do último dia 17 de outubro de 2018, o CRO declarou que há “presença de defeitos estruturais no teto e na parede que comprometem a integridade física dos profissionais e usuários”. O CRO declarou que houve relatos de que caiu uma parte do teto na área de trás do PSF, o que poderia ocorrer no consultório. Além disso, o local foi interditado por ter ratos nos corredores da Unidade. A fiscal responsável pela Delegacia Regional de Campina Grande e região do CRO, Juliana Ramos, disse que no dia da visita foram vistos os roedores saindo de dentro da cadeira odontológica.

 

“Tem os instrumentais que ficam guardados lá, a gente não sabe se estes ratos estão passando por cima dos instrumentais, podem estar urinando em cima. E a cadeira tem também ferrugem, tem um pedal que a gente manipula com os pés, a ferrugem poderá quebrar o pedal e corta o pé”, afirmou Juliana Ramos.

 

Outro bairro com problemas no seu PSF, é no Tambor em Campina Grande, onde a sala de amamentação, segundo usuários, inunda quando chove e foi feito até mesmo um buraco para que a água pudesse escoar. No Tambor, há também um banheiro interditado e outro com vaso sanitário quebrado. Todas as salas têm marcas de infiltração, que foram parcialmente cobertas por pinturas realizadas há meses.

 

Redação

 


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